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Produção Agrícola

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Em Caldas Novas, a agropecuária exerce relevante papel na economia local. Os produtos consumidos pela rede hoteleira, pelos restaurantes e lanchonetes locais advêm, quase em sua totalidade, dos hortigranjeiros do município.

O Peso das Atividades Agropastoris em Caldas Novas

Em Goiás, após o desaparecimento de ouro como empresa pré-capitalista, a maioria dos mineiros que ali permanecem vai dedicar-se a uma agricultura de subsistência e à criação de gado. Goiás entrava no chamado ciclo do gado, com declínio da dinâmica da economia, por ser o gado em pé produto de fácil exportação. Entre 1920-1929, o gado vivo significou quase metade de todas as exportações e 27,69% da arrecadação total do Estado (PMCN, 2005).

O cenário permanece o mesmo na década de 1950.

Da população economicamente ativa, 83,69% estavam ocupados em 1950 no "setor secundário", e ainda incipiente: e 12,14% no "setor terciário". A indústria continua sendo de pouca expressão em Goiás para a formação de riqueza e oferecimento de empregos: sua participação na renda estadual é quatro vezes menor que a média nacional. A agricultura e a pecuária, representam, 57% e 40% respectivamente do setor primário. A agropecuária concentra 69% da mão-de-obra total. A agricultura do Estado se baseia em três produtos principais: arroz, milho e feijão (INGEO< 2005,p.1).

Na década de 1970, este quadro altera-se radicalmente.

No Estado de Goiás, o desenvolvimento da agropecuária, principalmente a partir da década de 70, causou significativa mudança na forma de ocupação territorial de sua área e, em consequência, na região de sua biodiversidade. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - IBGE (Censo Agropecuário, 1997), 2.174,85 mil hectares são ocupados com lavouras temporárias ou permanentes, representando 6,36% do estado; O grande estimulador da ocupação acelerada do cerrado na região Centro Oeste foi a cultura da soja, que alcançou altos preços no mercado internacional, O cerrado foi perdendo, dessa forma, as suas características originais, dando lugar às pastagens e aos cultivos. Máquinas transitam de um lugar para outro, resolvendo a terra, adubando e irrigando.

A infraestrutura necessária aos novos investimentos avolumou-se com os projetos de "integração do território nacional", após os anos 1950, com destaque para a construção de Brasília (1960) e a construção das rodovias que direcionaram a mobilidade do capital e do trabalho no território brasileiro, alterando profundamente as regiões na sua forma e no seu conteúdo. A partir de 1960, inicia-se um processo de alteração no uso e na forma de ocupação dos solos no Centro-Oeste, com a implementação das formas técnicas modernas no cultivo de grãos e na criação de gado. Em Caldas Novas, a agropecuária exerce relevante papel na economia local. Os produtos consumidos pela rede hoteleira, pelos restaurantes e lanchonetes locais advêm, quase em sua totalidade, dos hortigranjeiros do município.

O setor de laticínios destaca-se na economia local e, entre suas empresas, os "Laticínios Serina", instalados em Caldas Novas em 1976 e pioneie pioneiros na região na produção de queijos. Esta empresa ganhou espaço, no comércio local e também em Brasília e São Paulo. pela qualidade de seus produtos. Até o século XIX, de um modo geral, a cidade viveu impregnada pelo campo e suas atividades. Mas, em Caldas Novas, o campo ainda exerce influência sobre a cidade, seja pela proximidade ou mesmo porque a população local guarda os vínculos com a área agrícola.

A grande característica desse mercado consumidor é a sua demanda por produtos originários do Cerrado. A população urbanizou-se, mas ainda não esqueceu o gosto dos frutos nativos, como pequi, mangaba, cagaita, araticum, ou alimentos como guariroba. Prova disso &eacuional frango ou arroz com pequi, entre outros. Também esse mercado de produtos nativos pode ser observados nas feiras livres ou nos mercados municipais, onde se encontram muitos produtos à venda, como doce de buriti, cajuzinho do campo.